Pontos Turísticos

A cidade do Fundão é reconhecida como núcleo urbano desde há mais de oito séculos.
Entre os séculos XVI e XVIII o Fundão viveu um dos períodos mais prósperos da sua história, aquando da expansão mercantil dos panos e da indústria dos lanifícios, a que não foi alheia a chegada no final do século XV de numerosas famílias judaicas de Espanha e, mais tarde, as iniciativas do Conde da Ericeira e do Marquês de Pombal que aqui fundou uma Fábrica Real, no edifício que é hoje a Câmara Municipal.
Em frente ao parque das Tílias visite a capela alpendrada do Espírito Santo, datada de 1578. Seguindo pela Rua Adolfo Portela chega-se ao Largo do Chafariz das Oito Bicas. Depois ao descer a estreita e pedonal Rua da Cale descobrem-se as marcas dos Judeus que desde o século XVI transformaram esta rua na mais activa e comercial do Fundão. No Largo Alfredo da Cunha, situa-se a Igreja Matriz, em estilo barroco, reconstruída no século XVIII sobre o primitivo templo românico. Ainda neste largo vêem-se dois solares setecentistas, um dos quais com dois brasões, a Capela da Misericórdia do século XVI e o edifício do antigo Hospital. A Rua Agostinho Fevereiro conduz à Praça do Município que tem ao centro o Pelourinho e, em frente, o Museu Municipal. A Avenida da Liberdade é o centro cívico da cidade. É uma viagem pelo mundo rural da Cova da Beira, através das suas riquezas de ontem e de hoje, acompanhando os meandros do Zêzere pelas vertentes de xisto da Serra da Gardunha, descobrindo os segredos seculares do linho em Janeiro de Cima e partindo de Alcongosta, ao longo da Primavera, para conhecer a espantosa rota das cerejeiras em flor.
Castelo Novo, uma das mais admiráveis Aldeias Históricas de Portugal, situa-se num recôncavo da Serra da Gardunha. O seu pequeno castelo roqueiro, mandado construir por D. Dinis no século XIII. A Praça dos Paços do Concelho mostra o pelourinho manuelino e, ao topo, o edifício e a torre sineira dos antigos Paços do Concelho seiscentistas, decorados por uma monumental fonte Joanina do século XVIII. No largo da Lagariça há uma lagareta medieval escavada na pedra que assinala antigos hábitos de vida comunitária, e há o encanto das casas que parecem nascer das rochas.